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CALI costura desejo, raízes e potência feminina no álbum de estreia “TRAMA”

Redação CM

Redação CM

23 de janeiro de 2026

Créditos: Luiz Meneghetti

Entre a superfície do prazer e as profundezas do autoconhecimento, CALI costura suas vivências em “TRAMA”, um álbum que nasce do corpo, da intuição e de uma imersão emocional feita ao longo dos últimos anos. Natural de Porto Ferreira (SP), a cantora e compositora apresenta o primeiro álbum de carreira, que já está disponível em todas as plataformas digitais. O projeto marca a consolidação de um percurso iniciado em 2017 e apresenta CALI nacionalmente como uma voz autoral que carrega o que ela define como ‘pop brasuca’.

Sonoramente, “TRAMA” aposta em timbres urbanos, texturas eletrônicas e influências latino-americanas, sem perder o vínculo com a canção pop. “O álbum é um refresco pop autêntico e atual, mas que também coloca os pés do ouvinte no chão”, define CALI. Entre as referências que inspiram o projeto estão artistas como Sevdaliza, Rosalía e Frank Ocean, citados pela cantora como inspirações para a busca por arranjos e texturas inusitadas, além de nomes da música brasileira como BaianaSystem, Rita Lee, Céu e Marina Sena, que dialogam com a identidade híbrida e autoral do disco, além de explorar a latinidade como linguagem afetiva e política. A produção é assinada por Kafé, parceiro em outros lançamentos como “Sozinha”, que já soma mais de 100 mil plays apenas no Spotify. “Foi um match perfeito da minha intenção como cantautora com a aptidão dele como produtor”, declara CALI.

As canções de “TRAMA” também se dividem em duas vertentes temáticas. De um lado, o desejo, a sexualidade e o prazer aparecem de forma madura e afirmativa como em “BAILE”, “BAIXARIA”, “MANIA” E “EMOCIONADA”. Do outro, surgem composições mais profundas, ligadas às raízes, ao poder feminino e a dores antes difíceis de nomear que é o caso de “FOME”, “TRAMA”, “LADO RUIM” E “ME SINTO BEM”. Já “PIRANHA ROMÂNTICA” E “QQ CÊ SABE DE MIM?” transitam entre essas duas camadas. “No geral, são coisas que vivo, entendo o sentimento daquela vivência pra mim e coloco pra fora. Às vezes, as letras são coisas que preciso reafirmar pra mim mesma”, explica CALI. As músicas foram criadas ao longo de dois anos, em processos que vão do violão intuitivo a experimentações com beats, sempre guiadas pela escuta interna.

O lançamento do álbum chega em um momento simbólico para a artista, que concluiu a faculdade de música e completou 27 anos no fim de 2025. “Apresentar esse álbum pro mundo nesse momento de fechamento de ciclos é muito especial, parece certo”, afirma. Após a boa recepção de “FOME” e “Mania”, já apresentadas em 2025, CALI sente que encontrou seu público: “Gente que gosta de refletir rebolando”, brinca. Orgulhosa do resultado, ela celebra a maturidade artística alcançada e a coragem de compartilhar um trabalho feito com carinho, pesquisa, intuição e força de vontade.

Inspirado em reflexões pessoais e terapêuticas, o nome do álbum, ainda, simboliza os laços, histórias e nós que formam quem somos. “É sobre esse novelo de coisas que nos compõe e que precisa ser forte, bem costurado, pra que a gente encare a vida de cabeça erguida”, resume CALI. Ao costurar essas experiências em música, a artista se apresenta ao Brasil como um nome a se observar de perto, como uma estreia que revela identidade, profundidade e desejo de permanência.

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