Breezia é o novo nome que estampa a capa digital da Conexão Magazine em um momento importante de sua carreira. Com o lançamento do single “não sei o que sentir sobre você”, a artista dá o primeiro passo em direção ao seu aguardado álbum de estúdio, revelando uma maturidade que une a vulnerabilidade da composição autoral a uma estética impecável. É o início de uma era onde a música deixa de ser apenas som para se tornar um refúgio visual e emocional.
A nova faixa, que chega via Ametista Music e SoundOn, é o marco zero de um universo onde o luto e a solitude ganham contornos de ficção científica. Entre sintetizadores espaciais e melancolia, Breezia nos convida a habitar um planeta solitário, transformando o fim de um ciclo em uma narrativa de autodescoberta que serve como a porta de entrada para o seu novo disco conceitual.
Em um bate-papo exclusivo, a artista detalha o processo de transformar dores reais em metáforas intergalácticas, comenta o feedback sensível dos fãs e explica como a busca por respostas humanas a levou a criar um mundo inteiro para chamar de seu.
Confira na íntegra:
Breezia, você descreve o single “não sei o que sentir sobre você” como o “luto por alguém que não morreu”. Como foi o processo de transformar uma dor tão pessoal em uma narrativa de ficção científica sobre um pequeno planeta solitário?
Sempre tenho a impressão que minha forma de me libertar de uma situação que me faz mal, é transformar ela em música. Compor sobre tudo foi curativo pra mim, me ajudou a encerrar um ciclo que parecia não ter final. Que sorte poder ter a arte como meu remédio.
Ouça o novo single:
Este é o ponto de partida do seu futuro álbum conceitual. Como as próximas faixas se conectam a essa “primeira peça” do quebra-cabeça emocional que você montou?
‘não sei o que sentir sobre você’ ambienta os ouvintes no meu planeta, exatamente como deveria ser. A gente escolheu ela justamente porque saber que ela encapsulava o resumo da história toda, em especial o sentimento que eu queria passar nas composições da obra. Além da produção, que é um espetáculo à parte, e traz uma provinha do sabor que o álbum terá sonoramente, mostrando que as músicas parecem ter vida própria.
O que “não sei o que sentir sobre você” revela sobre a Breezia que os fãs ainda não conheciam em trabalhos anteriores?
Ela reforça que eu não busco necessariamente respostas, que eu sempre viverei com as dúvidas, e essa é minha parte humana. Durante toda a divulgação do álbum eu reforço que sou um alienígena, morador de outro planeta, mas que ainda sim me sinto como uma pessoa comum na Terra. Eu revelo que sinto muito, e de todas as formas.

Esse single chegou junto com uma nova estética e conceito, certo? Fala um pouco mais sobre como surgiu a ideia de criar um planeta?
Enquanto produzíamos o álbum, o conceito foi entregue no nosso colo pelos sintetizadores e as escolhas que fazíamos para compor as faixas. Quando notamos, já estávamos fazendo sons quase espaciais, com a impressão de que tudo estava envolto por estrelas e astros diversos, mas especialmente uma solitude abrupta. Morar sozinha em um planeta que ninguém conhece soa irreal, mas se acontecesse, seria a experiência de maior solidão possível, né? Foi isso que a gente concluiu.
Como vem sendo o feedback do público?
Quem se conectou com a música, recebeu ela num lugar muito íntimo e sensível. As reações foram de muito reconhecimento, e muita gente dizendo que sempre quis explicar esse sentimento e não sabia exatamente como formular uma frase sobre ele. É como se eu tivesse retirado um nó na garganta de muitos fãs, um alívio de saber que eu me sinto como eles também.




































