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Alê mistura poesia e surrealismo no novo projeto ao vivo “Alê Session”

Redação CM

Redação CM

23 de janeiro de 2026

Créditos: Vitor Granja

Uma porta se abre. Não apenas como passagem física, mas, sobretudo, como fronteira entre o mundo real e o dos sonhos. E é a partir desse gesto simbólico que o cantor e compositor carioca Alê, literalmente, adentra em mais uma de suas realizações: a produção do audiovisual “Alê Session”.

Gravado no Play Rec Estúdios (RJ), no dia 24 de outubro de 2025, o projeto reúne importantes composições já lançadas pelo artista, que, dessa vez, se despe do uso de aparatos tecnológicos – tônica de seu álbum de estreia, “Ama Eu”, que o colocou no Top 10 das rádios do país – e mergulha, nu e cru, numa sonoridade, digamos, 100% orgânica.

“‘Ama Eu’ foi totalmente concebido dentro de um computador, no home studio do Th4i, produtor do álbum. Um esquema ‘bedroom pop’ de produção, sabe? No entanto, neste novo projeto, eu quis deixar a música respirar. Quis que a textura dos instrumentos fosse notada e sentida pelas pessoas. É como se, dessa vez, eu estivesse mais interessado no toque do que no efeito. Como se tivesse num movimento consciente de ir do programado para o tocado, do controlado para o arriscado”, diz Alê.

No projeto, com lançamento marcado para o dia 23 de janeiro, canções como “Espaço Sideral”, “Te Deixar”, “Ama Eu”, “Furacão” e “Deixa Florescer”, “Como é que Pode” e “Carin” – essas últimas três juntas em um medley disponibilizado somente no You Tube – surgem em releituras surpreendentes, interpretadas por músicos como Fernando Caneca (guitarra e violão), Julinho Teixeira (teclado e acordeon), Zé Luiz Maia (baixo) e Renato Massa (bateria), dentre outros de semelhante tarimba.

“Essa passagem do home studio para o palco, considerando, sobretudo, as mudanças mais que perceptíveis nas canções, só foi possível graças ao talento do Zé (Luiz Maia), que assina a direção musical, e do Julinho (Teixeira), que escreveu os novos arranjos. Foi graças a eles que instrumentos como cordas e metais, que antes não existiam, tomaram o lugar dos beats, sempre presentes nas minhas produções. Em diversos momentos, ouvíamos uma ou outra canção e pensávamos: ‘nossa, é a mesma [música], mas dita em outra língua’. Esse estranhamento, por sinal, era um desejo meu desde que começamos a pensar o projeto”, explica Alê.

Mas “Alê Session” tem bem mais a oferecer que somente um bom repertório relido pelo artista e sua trupe. Visualmente falando, o produto também se mostra como uma curiosa experiência imersiva e sensorial. Dirigido e fotografado por Vitor Granja e concebido cenicamente pela diretora de arte Lara Tausz, ele materializa os mais profundos anseios criativos de Alê ao emular um espaço, ao mesmo tempo, retrô e futurista, e transformar o amplo estúdio numa espécie de ilha psicodélica, na qual subverte a ideia de paraíso e evoca, por meio da iluminação, um céu estelar.

“É necessário dizer que a co-participação dos profissionais foi de extrema importância para concebermos visualmente este projeto, afinal, foram muitas as referências que me atravessaram durante a sua concepção. De David Lynch, com sua encantadora estranheza, a Wes Anderson e sua precisão estética, passando por David LaChapelle e seu surrealismo pop, tudo serviu para que chegássemos a uma linguagem que não somente ilustrasse a música, mas a expandisse”, lembra ele.

“E nesse processo, vale destacar o trabalho da Lara, com quem trabalhei em meu primeiro videoclipe, e por quem tenho extrema confiança. Bastou dizer que gostaria de ter, no cenário, uma praia rosa, dentre outros elementos, para ela, com cerca de três toneladas de areia, realizar o meu desejo”, completa.

Ainda sobre a diretora de arte, com quem trabalhou em seu primeiro videoclipe, lembra o artista que “bastou dizer que gostaria de ter, no cenário, uma praia tropical, mas surreal, para ela responder: ‘deixa comigo!’”.

Pronto para chegar às rádios, por meio do single “Deixa Florescer”; às plataformas digitais de streaming de música, no formato de EP, com cinco faixas e, no YouTube, no formato de live, “Alê Session” convida o público a atravessar a porta e habitar, por alguns minutos (cerca de 26), o universo particular de um artista em pleno e visível estado de evolução.

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