O cantor e compositor gaúcho Binho Ribeiro, que estampa a nossa nova capa digital, edição nº 119, apresentou recentemente ao público o seu mais novo single, “Toda Maravilhosa”, uma faixa que exala o balanço do samba rock e o calor do groove brasileiro. Embora a canção tenha nascido em 2015, durante uma temporada do artista no Rio de Janeiro, ela chega agora às plataformas digitais com uma sonoridade moderna e envolvente. Inspirada pela estética carioca e pela valorização da mulher negra, a música é definida pelo próprio Binho como uma espécie de “Garota de Ipanema versão negra”, carregada de admiração e verdade.
Com mais de duas décadas de estrada, Binho Ribeiro construiu uma trajetória sólida marcada pela versatilidade. Natural de Barra do Ribeiro (RS) e radicado em São Paulo, o artista transita com naturalidade por gêneros como reggae, MPB, jazz e pop, criando uma fusão que ele denomina como “brasilidades”. Sua experiência acumulada em grandes palcos, festivais e até colaborações internacionais, como o trabalho realizado com Julian Marley, moldou um artista que prioriza o sentimento e a intenção em cada nota.
O lançamento de “Toda Maravilhosa” ocorre em um momento estratégico de expansão na carreira de Binho. Após anos de amadurecimento, o artista sente que finalmente encontrou o contexto ideal para colocar a faixa no mundo, contando com a coprodução de Lucas Corrêa para trazer um olhar atual à composição. Este single é o prelúdio de uma fase ainda mais ambiciosa, que inclui a preparação de um novo álbum com participações de peso no cenário internacional e uma estética voltada para o mercado global.
Ouça o single:
Em entrevista exclusiva, ele fala sobre o processo de maturação da nova faixa, a influência da vivência no Rio de Janeiro em suas composições e como mantém sua identidade intacta ao transitar por tantos gêneros musicais. O artista também reflete sobre seus 20 anos de caminhada na estrada e revela detalhes sobre a nova fase de sua carreira, marcada por projetos consistentes e uma forte projeção internacional.
Confira agora o bate papo completo:
“Toda Maravilhosa” é uma música que nasceu em 2015 e só agora chega ao público. O que fez você sentir que este era o momento certo para lançar essa faixa?
Essa música tá comigo há muitos anos. Eu fiz ela em 2015, mas sempre senti que ainda não era o momento dela sair. Faltava maturidade, faltava contexto, faltava eu estar no lugar certo como artista. Hoje tudo faz mais sentido, tanto musicalmente quanto na minha carreira, então senti que era a hora dela vir pro mundo do jeito que ela merece.

A canção carrega uma forte inspiração na vivência no Rio de Janeiro e na valorização da mulher negra brasileira. Como essas experiências pessoais influenciaram diretamente a construção da letra e da atmosfera da música?
O Rio tem uma energia que não dá pra explicar, você sente. E essa música vem muito disso, da vivência mesmo, da rua, das pessoas, da beleza real. A questão da mulher negra não foi algo pensado pra ser discurso, foi algo natural, de convivência, de admiração verdadeira. A música só traduziu isso.
Sua sonoridade transita por diversos gêneros (do reggae ao samba rock, passando pelo groove e pela MPB) algo que você define como “brasilidades”. Como você equilibra essas referências sem perder a identidade?
Eu nunca pensei em me limitar a um estilo só. Essa mistura sempre fez parte de mim, é muito Brasil isso. E acho que o que mantém a identidade é a verdade. Quando você sabe quem você é, você pode passar por vários gêneros sem se perder. No meu caso tudo passa pelo mesmo lugar: sentimento, groove e intenção.

Você começou sua trajetória ainda muito jovem, passando por bandas, estrada e grandes palcos. Olhando para esses mais de 20 anos de carreira, quais foram os momentos que mais moldaram o artista que você é hoje?
Eu comecei muito cedo, então aprendi muito na estrada mesmo, vivendo tudo na prática. Tive momentos importantes em palco, encontros com músicos incríveis, mas também tive momentos mais difíceis que me fizeram crescer muito. Acho que isso tudo moldou quem eu sou hoje. Não é só sobre música, é sobre caminhada mesmo.
A parceria com o produtor Lucas Corrêa aconteceu de forma colaborativa e à distância. Como foi esse processo criativo e o que ele trouxe de novo para a construção sonora de “Toda Maravilhosa”?
O trabalho com o Lucas Corrêa foi muito massa porque ele trouxe um olhar atual para uma música que já existia há um tempo. Mesmo à distância, rolou uma conexão muito boa. Ele respeitou a essência da faixa e ao mesmo tempo conseguiu dar uma cara mais moderna pra ela. Foi um encontro muito feliz.

Você vive um momento de expansão na carreira, com novos lançamentos e até um álbum com participações internacionais a caminho. O que o público pode esperar dessa nova fase do Binho Ribeiro?
Eu tô num momento de expansão mesmo. Tem muita coisa acontecendo, novos lançamentos e um álbum vindo aí com uma galera muito forte internacionalmente. É um projeto bem consistente, com identidade, mas também com um olhar mais global. Acho que é um passo importante na minha carreira e o público vai sentir isso.
Ouça o artista no Spotify:
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