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Capa Digital | Hypólyto | Ed. 120

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Redação CM

27 de março de 2026

Em cartaz com Prazer, Zezé e após passagem por Ópera do Malandro, artista fala sobre trajetória, teatro musical e o projeto Sambelting

O multiartista Hipólyto vive um momento de destaque em sua carreira. Atualmente em cartaz com Prazer, Zezé, musical que homenageia a trajetória de Zezé Motta, o artista também esteve recentemente em cena com Ópera do Malandro e segue fortalecendo sua presença na música com o projeto Sambelting.

Em entrevista à Conexão Magazine, ele fala sobre esse momento, a importância da representatividade no teatro musical e os caminhos que vêm guiando sua trajetória. Leia aseguir:

Você está vivendo um momento intenso nos palcos com Prazer, Zezé e a recente temporada de Ópera do Malandro. Como essas experiências têm dialogado entre si na sua trajetória artística?

Foram duas grandes potências se chocando na minha trajetória artística. Estar no ‘Ópera do malandro’ e no ‘Prazer, Zezé’, me senti duplamente presenteado.

Créditos: @gatufilmes

Em Prazer, Zezé, você interpreta figuras importantes da história de Zezé Motta. O que mais te atravessa ao revisitar essas personalidades e esse legado?

Me enche de alegria e orgulho poder ser o porta voz dessas figuras que foram e são muito importantes para a trajetória artística preta. Pra mim é mais que um sinal de que estou fazendo a coisa certa.

A montagem traz discussões sobre negritude, memória e representatividade. Como você enxerga o papel do teatro musical nesse debate hoje?

Importantíssimo! Pois o teatro musical ainda é um lugar com um público muito nichado e que por vezes está por fora da realidade do próprio meio. O teatro musical fazer e trazer esses temas, atinge diretamente na fonte.

Paralelamente ao teatro, você também vem fortalecendo sua presença na música com o Sambelting. Como nasceu a ideia de transformar a roda de samba em uma experiência performática?

A partir de uma conversa de camarim que Thadeu Torres e eu estávamos, percebemos que tínhamos uma vontade em comum.

Olhando para esse momento da sua carreira, o que te move artisticamente hoje e quais histórias você ainda sente que precisa contar?

Ainda me move as histórias. Parece meio óbvio, mas basicamente, não importa se o que estamos contando é algo novo ou não.. alguém sempre vai ver, ouvir ou sentir aquilo pela primeira vez. E isso me cativa! Então que venham mais e mais histórias que estou pronto para transmiti-las ao mundo.

Em meio a essa fase intensa, ainda em cartaz e com novos projetos em movimento, Hipólyto reafirma seu lugar como um artista guiado pela potência das histórias que escolhe contar. Entre homenagens a grandes nomes da cultura brasileira e a criação de novas experiências no palco, ele segue construindo uma trajetória que conecta arte, identidade e emoção com o público.

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