Conexão Magazine

Festival Polifonia realiza edição de verão no Rio de Janeiro e celebra o emocore dos anos 2000

Foto de Beatriz Arasanoli

Beatriz Arasanoli

12 de janeiro de 2026

Léo Ramos faz primeiro show da turnê "Carangueijo" com a banda Supercombo / Créditos: Ju Costa @clicksdajuliana

Aconteceu no último domingo, dia 12, o festival Polifonia em sua edição de verão no Rio de Janeiro. O evento foi realizado na casa de espetáculos Vivo Rio, no Flamengo, e contou com diversas atrações especiais que resgataram a nostalgia do emocore dos anos 2000.

Abrindo a noite, a banda carioca de pop punk Melton Sello, formada por Gabriel Barros, Gabriel Bill Dias, Caio Paranaguá e Igor Rodrigues, mostrou por que é um dos nomes em ascensão do rock nacional. Com músicas animadas e muita descontração, o grupo apresentou faixas como “Só Sei Que Foi Assim”, “Depois Que Cê Me Deixou”, “Seu Juscelino”, “Na Porta da Garagem”, “Shortinho e Chinelo” e “Toda Vez Esqueço”.

A segunda atração da noite foi Karen Jonz, representante feminina do festival, que entregou uma apresentação memorável ao unir potência vocal e suavidade. Além da carreira musical, a artista é uma das maiores skatistas do país e foi a primeira mulher brasileira campeã mundial de skate vertical. No setlist estiveram suas músicas “Hiperventilando”, “Playlist do Velório”, “ET” e “Quando Eu Cair”. Um dos pontos altos do show foi a participação especial de seu marido, Lucas Silveira, com quem apresentou ao vivo a faixa “Moletom“. A apresentação foi marcada por muita energia e forte apoio do público.

Karen Jonz / Créditos: Ju Costa @clicksdajuliana

Em seguida, o grupo Dibob promoveu um verdadeiro revival para os fãs, repleto de nostalgia e boa energia. Formada em 2001 pelos amigos Dedeco, Gesta, Miguel e Faucom, a banda relembrou os velhos tempos ao lado de amigos e fãs presentes na plateia. No melhor estilo emocore dos anos 2000, o grupo apresentou músicas como “Já Era”, um cover de “Nosso Sonho”, de Claudinho e Buchecha, e “Foi Difícil”. Os artistas ainda convidaram a banda Melton Sello de volta ao palco para a apresentação do feat “2000 e Pouco”. Com muita irreverência e a presença de familiares e amigos, o Dibob entregou mais um show memorável.

Banda Dibob / Créditos: Ju Costa @cliquesdajuliana

Dando sequência à noite, a banda Catch Side, formada por Eduardo Kaká, nos vocais e guitarra, Diego, na guitarra e vocais, Bryan, no baixo e vocais, e Rodrigo Galha, na bateria, entrou no palco com um instrumental digno de filme de ficção científica hollywoodiano. Fora de atividade atualmente, o grupo retornou exclusivamente para essa apresentação no Polifonia, sendo este o único show da banda em 2026, o que tornou o momento ainda mais especial para os fãs. No repertório estiveram clássicos como “O Sonho Não Acabou”, “A Velha Novidade”, “Eu e Você”, “Colombo” e o encerramento com “Temporário”. A apresentação foi marcada por diversos momentos emocionantes.

Representando a nova geração do pop punk, Kamaitachi também subiu ao palco, consolidando o sucesso conquistado nas plataformas de streaming nos últimos anos. O artista apresentou faixas do álbum Acústico incluindo singles bem conhecidos pelos fãs, como “O Treco”, “O Psicopata” e “Morgana”.

Encerrando a primeira edição do Polifonia de Verão, a banda Supercombo fechou a noite com chave de ouro ao trazer pela primeira vez ao Rio de Janeiro a turnê do disco “Caranguejo”. Uma das atrações mais aguardadas do festival, a banda se apresentou com figurinos brancos manchados de tinta laranja, em referência ao crustáceo que dá nome ao álbum mais recente. Com o Vivo Rio tomado por uma legião de fãs, o grupo apresentou faixas novas como “A Transmissão”, “Testa”, “Alento”, “Hoje Eu Tô Zen”, “Nossas Pitangas”, “O Alfaiate” e “Piseiro Black Sabbath”. O repertório também incluiu sucessos de outros trabalhos, como “Maremotos”, “Sol da Manhã” e “Piloto Automático”.

Carol Navarro, baixista da Supercombo / Créditos: Ju Costa @clicksdajuliana

Outro destaque foi a participação especial de Kamaitachi, que retornou ao palco para cantar o feat “Infame” ao lado da Supercombo. Com um show potente e político, a banda se posicionou contra o fascismo, criticou decisões recentes do presidente Donald Trump após a invasão da Venezuela e reforçou a importância do voto consciente em ano eleitoral.

Com uma apresentação grandiosa e intensa, a Supercombo reafirmou por que é um dos grandes nomes do rock nacional na atualidade e segue como referência na cena alternativa. A segunda parte do álbum “Caranguejo” está prevista para chegar às plataformas digitais ainda este ano, prometendo mais uma leva de músicas de qualidade.

Está gostando do conteúdo? Compartilhe!

MAIS LIDOS

ÚLTIMAS NOTÍCIAS