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No Dia da Mulher, CEO da Ciclo Cosméticos defende liderança feminina como estratégia com humanidade

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Redação CM

4 de março de 2026

Foto: Agencia Viva

No Brasil, as mulheres já representam cerca de 34% dos empreendedores do país, segundo dados do Sebrae com base no Global Entrepreneurship Monitor (GEM). Ainda assim, liderar sendo mulher continua exigindo decisões que nem sempre aparecem nos balanços financeiros.

À frente da Ciclo Cosméticos — marca nacional de perfumaria vegana e cruelty free — Luane Lohn construiu sua trajetória equilibrando crescimento empresarial e posicionamento feminino. No Dia Internacional da Mulher, ela propõe uma reflexão que vai além da celebração: é possível liderar sem endurecer. “Por muito tempo disseram que, para crescer, era preciso deixar a sensibilidade de lado. Eu descobri o contrário. A sensibilidade é uma ferramenta estratégica”, afirma.

A decisão mais difícil foi continuar

Ao falar sobre os bastidores da sua jornada, Luane destaca que o momento mais desafiador não foi uma crise pública ou um movimento de mercado — foi uma escolha silenciosa. “Eu escolhi continuar. Escolhi sustentar o desconforto do crescimento e confiar na minha visão mesmo quando os resultados ainda não eram visíveis.” Ela lembra das noites sem dormir, do medo de não dar conta e da pressão constante para provar competência. “Empreender já é desafiador. Empreender sendo mulher traz camadas adicionais: a cobrança para equilibrar múltiplos papéis e a sensação de precisar performar o tempo todo.”

Quando parar de se moldar virou ponto de virada

Parte da transformação na sua trajetória aconteceu quando percebeu que tentar se adaptar a um modelo tradicional de liderança diminuía sua potência. “Cada vez que eu tentava caber, eu suavizava minha opinião e filtrava minha visão. E, ironicamente, quanto mais eu tentava ser adequada, menos eu avançava.” Ao assumir sua identidade de liderança, os resultados passaram a refletir mais consistência e clareza estratégica. Para ela, negócios sustentáveis são construídos com intenção, limites claros e posicionamento.

Intuição também é dado

Entre os erros que reconhece, um se destaca: ignorar a própria intuição. “O maior erro que eu cometi foi dar mais peso à opinião externa do que à minha experiência. No fundo, eu já sabia quando algo não fazia sentido.” Hoje, sua gestão combina análise de mercado, escuta do time e algo que ela considera essencial: percepção. “Eu não tomo decisões olhando apenas números. Eu olho impacto, cultura, pessoas. Estabeleço metas sem abrir mão da empatia. Cobro performance sem desumanizar.”

Uma trajetória que tem cheiro de rosas

Em uma empresa de perfumaria, metáforas olfativas fazem parte da linguagem. Ao definir sua própria trajetória, Luane escolhe as rosas. “Não é aquele perfume que invade o ambiente. É aquele que você sente aos poucos. Primeiro é sutil. Mas, quando percebe, ele fica.” Ela resume sua liderança como firmeza sem espetáculo — construída no silêncio das decisões difíceis e na constância.

Liderança feminina não é adaptação

Neste Dia da Mulher, a CEO reforça que liderança feminina não é uma versão suavizada da liderança tradicional. “Ela é estratégica e sensível. É firme e empática. É resultado com humanidade.”

Em um cenário onde diversidade e equidade de gênero avançam nas pautas corporativas, histórias como a de Luane reforçam que o debate não é apenas sobre ocupar espaços — mas sobre transformar a forma de liderar.

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