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Kamisa 10 fala sobre projeto “Hoje Tem Folga” pré Copa do Mundo: “É aquele momento que todo mundo para, se junta, vibra junto”

Foto de Beatriz Arasanoli

Beatriz Arasanoli

16 de abril de 2026

Foto: Divulgação

Unindo duas paixões nacionais música e futebol, o Kamisa 10, grupo de pagode nascido em Goiânia, lançou no dia 2 de abril o projeto “Hoje Tem Folga”, que chega como trilha perfeita para o clima que antecede a Copa do Mundo de 2026.

O trabalho reúne releituras de grandes sucessos da música brasileira, faixas inéditas e medleys que passeiam por diferentes gêneros, reforçando o espaço do grupo entre os principais nomes do pagode atual.

Gravado em Goiânia, cidade onde o K10 deu seus primeiros passos, o projeto resgata a essência do início da trajetória do grupo. A proposta aposta em uma atmosfera descontraída, com clima de resenha entre amigos daquelas que começam antes do jogo, atravessam o intervalo e se estendem até depois do apito final.

Com números expressivos nas plataformas digitais, somando mais de 2 bilhões de streams, o Kamisa 10 chega com esse lançamento em um repertório forte com músicas que estão no imaginário popular. Ao todo, são 20 faixas que trazem nostalgia, identidade mas novidade e modernidade ao pagode.

Conversamos com o K10 sobre o novo projeto, da inspiração por trás do clima leve e coletivo, gravação em Goiânia e os bastidores da escolha do repertório e as expectativas para a música da Copa. Confira:

CM: O projeto traz uma atmosfera muito leve e festiva, inspirada na Copa do Mundo. Como surgiu essa ideia de conectar o pagode com esse clima de encontro entre amigos?

K10: Isso veio muito de algo que eu vivo mesmo. Eu sempre gostei dessa energia de reunião, de casa cheia, de galera cantando junto, e a Copa tem muito isso, né? É aquele momento que todo mundo para, se junta, vibra junto. Eu quis trazer esse clima, essa sensação de que a música é um ponto de encontro, onde todo mundo se sente à vontade, como se estivesse dentro da minha casa.

CM: Como é quando você reúne os amigos para curtir uma folga descontraída em casa?

K10: É exatamente essa vibe que eu tentei passar no projeto. Eu gosto de coisa simples, sabe? Uma resenha, um som rolando, todo mundo à vontade, cada um cantando um pedaço, rindo, curtindo o momento. Eu acho que o K10 tem muito disso, dessa proximidade, de não ter distância entre mim e quem tá ouvindo.

CM: O projeto foi gravado em Goiânia, onde vocês começaram. Como você acredita que retornar à origem deu força para esse audiovisual?

K10: Voltar pra Goiânia mexe muito comigo. É minha casa, foi onde tudo começou, onde eu dei os primeiros passos na música. Gravar lá trouxe uma verdade muito grande pro projeto, porque eu estava em casa, me sentindo confortável, cercado de energia boa, de gente boa. Eu acho que isso transparece no audiovisual.

Créditos: Divulgação

CM: A faixa “Razão e Perdão” foi escolhida como destaque. O que fez essa música se destacar e ser escolhida entre outras do projeto?

K10: “Razão e Perdão” é uma música muito verdadeira, que fala de uma história que muita gente vive, já viveu ou ainda vai viver. Eu senti que ela poderia gerar identificação naturalmente e por conta disso acabou se destacando dentro do projeto.

CM: As faixas dos medleys são grandes sucessos da música brasileira de diversos gêneros. Como foi feita a escolha e como foi trazer algumas que não eram originalmente do pagode para o gênero?

K10: Eu gosto muito de misturar referências. Eu escuto de tudo, então na hora de montar os medleys eu pensei em músicas que fizeram parte da minha vida. Trazer isso pro pagode foi muito gostoso, porque eu consegui dar uma nova cara pra essas músicas, mas sem perder a essência delas.

CM: Sabemos que o futebol e o Kamisa 10 praticamente andam juntos. Se você pudesse montar uma seleção de artistas do pagode, quais estariam na escalação?

K10: Ih, aí complica. Mas eu iria com uma seleção pesada: Thiaguinho, Belo, Péricles, Ferrugem… essa galera que eu admiro demais e que tem muita história. Eu acho que seria um time forte, daqueles difíceis de ganhar.

CM: O disco chega em um período pré Copa do Mundo. Se pudesse escolher uma faixa desse projeto para ser a trilha sonora da seleção brasileira, qual seria?

K10: Eu acho que iria de uma das mais animadas, que tem essa energia pra cima, de comemoração mesmo. Eu amo Não Sou Mais, por exemplo. Qualquer música que cair no no gosto do público ou da própria seleção brasileira, já é um sucesso absoluto.

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