O Maskavo acaba de lançar a nova versão de “Freio de Mão”, faixa originalmente presente no álbum “Já” (2000), como parte do projeto “Maskavo 25 Anos Já”, que revisita o disco responsável por consolidar a banda no cenário nacional e por marcar um dos momentos mais relevantes da construção do reggae brasileiro no início dos anos 2000.
Formada em Brasília e radicada em São Paulo, a banda se destacou ao adaptar a estética jamaicana para uma linguagem mais melódica e acessível, criando uma ponte entre o reggae tradicional e o público brasileiro. Foi a partir desse movimento que o grupo alcançou projeção nacional com canções como “Um Anjo do Céu” e “Asas”, que atravessaram gerações e seguem presentes tanto no repertório ao vivo quanto na memória afetiva do público.
Ao revisitar “Freio de Mão”, o Maskavo não apenas resgata uma faixa de seu catálogo, mas também reabre um capítulo importante de sua trajetória. Composta nos primeiros anos da banda, a música reflete o período em que o grupo ainda estruturava sua identidade artística dentro do gênero, antes mesmo da consolidação comercial.
Na nova versão, a proposta é preservar a essência da composição original, ao mesmo tempo em que atualiza sua leitura sonora. A produção, assinada por Alexandre Campos em conjunto com a banda, aposta em uma abordagem mais direta e orgânica, com menos sobreposições e maior proximidade da energia apresentada ao vivo — elemento central na relação histórica do grupo com seu público.
“A gente quis manter o sentimento original da música, mas com a sonoridade que temos hoje, mais próxima do que acontece no palco”, afirma Prata, guitarrista do Maskavo.
Esse olhar sobre o passado também carrega uma dimensão afetiva. Ao revisitar o repertório, a banda reforça a ideia de que suas músicas funcionam como registros de momentos específicos de vida.
“Cada música funciona como uma fotografia na memória, registrando fases da vida tanto para quem compõe quanto para quem escuta”, completa Marceleza, vocalista do Maskavo.
O lançamento chega acompanhado de um videoclipe gravado em Cotia (SP), que intercala a performance da banda com cenas de um fusca preparado para arrancadas, criando um contraste visual entre a leveza da música e a intensidade das imagens — um recurso que amplia o potencial de circulação do conteúdo em diferentes plataformas.
Com o projeto “Maskavo 25 Anos Já”, a banda não apenas celebra um marco de sua história, mas reafirma sua relevância ao reposicionar seu repertório dentro de uma lógica contemporânea de consumo, conectando memória, performance e audiovisual em um mesmo movimento.









































