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TAMY homenageia Roberto Carlos com versão de ‘Com Muito Amor e Carinho’

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Redação CM

16 de abril de 2026

Créditos: Melina Furlan

Mais do que regravar uma canção, a cantora capixaba TAMY escolheu atravessar a memória de Roberto Carlos pelo caminho da origem. A cantora lançou recentemente o single “Com Muito Amor e Carinho”, uma releitura contemporânea da canção eternizada por Roberto Carlos e primeira amostra do EP “TAMY canta Roberto”, em que presta homenagem à obra do artista. Os arranjos são de Giuliano Eriston, que também assina a produção musical ao lado de TAMY.

O lançamento ainda antecede a apresentação de um show, somente com canções do rei, marcado para a véspera do dia em que ele completa 85 anos: 18 de abril, às 20h, no Dolores Club, RJ. E as fotos de divulgação do projeto foram feitas na casa onde Roberto Carlos nasceu, em Cachoeiro de Itapemirim, Espírito Santo.

Mais do que uma reverência a um dos maiores nomes da música brasileira, o projeto nasce de uma relação afetiva, estética e simbólica. Também capixaba, TAMY vê em Roberto Carlos uma referência não apenas artística, mas de pertencimento, e decidiu revisitar sua obra a partir de uma linguagem própria.

Eu senti um chamado pra cantar Roberto Carlos quando comecei a perceber que gerações mais novas com quem eu convivo muito, simplesmente não curtem Roberto. Não reconhecem a sua obra. Isso me impactou, porque ele é um artista fascinante. Como cantor, compositor e, principalmente, como alguém que abriu caminhos. Roberto foi o primeiro a escalar de verdade o mercado da música brasileira e levá-la para o exterior. Muito antes de qualquer movimento recente, ele já lançava discos em espanhol. Por isso, a América Latina inteira conhece e respeita sua obra”, afirma a cantora, que já morou no Uruguai.

A escolha de “Com Muito Amor e Carinho” – gravada por Roberto Carlos em 1968, no álbum “San Remo”, e composta por Chile Deberto e Eduardo Araújo – veio da força da música e da possibilidade de recriá-la sob uma nova perspectiva. Na versão de TAMY, com arranjo assinado por Giuliano Eriston, há uma combinação ousada de suingue, inventividade e sofisticação:

Primeiro, eu escolhi essa música porque ela é incrível. Ela tem uma força, uma coisa que atravessa o tempo. O próprio Luís Melodia já tinha gravado nos anos 90, o que só reforça o seu tamanho. Segundo, porque o arranjo do Giuliano Eriston ficou simplesmente sedutor, surpreendente, totalmente diferente de tudo que já foi feito para essa música. A gente quis dar uma cara de hoje para ela”, conta.

Na construção da nova versão, TAMY partiu de uma provocação rítmica e sugeriu levar a música para uma sonoridade no estilo pagodão baiano. “Só que tem muita música dentro da cabeça do Eriston. Começaram a surgir contrapontos melódicos, coros, solos, uma riqueza de ideias. Foi aí que eu apelidei a nossa versão de ‘pagodão barroco’”, brinca.

Cantora clicou as fotos do projeto na casa onde Roberto Carlos nasceu

Créditos: Melina Furlan

Como cenário das fotos de divulgação do projeto, TAMY foi até Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, cidade natal de Roberto Carlos, e realizou as fotos na casa onde o cantor nasceu e cresceu, hoje transformada em museu. A experiência, segundo ela, atravessou a dimensão artística e alcançou um lugar íntimo e emocional.

Foi muito especial. A gente enfrentou uma viagem longa de carro até Cachoeiro de Itapemirim. Fui eu, a fotógrafa Melina Furlan e a nossa assistente e motorista, minha irmã Tarsia Duarte. Eu não sabia o que esperar. Nunca tinha ido até essa casa, que hoje é um museu. E quando chegamos, nos deparamos com uma casinha pequena, muito charmosa, construída nos anos 30”, relembra.

A foto da capa foi feita nos fundos da casa, e algumas opções também foram clicadas no seu interior, entre objetos da época, como o tanque de cimento que aparece na capa.

“Eu fiz fotos no quarto onde ele nasceu, em 1941. Foi ali que a parteira trouxe o Roberto pra vida. Um quarto pequeno, chão de tábua corrida, um janelão com vista pro jardim. Hoje, a casa guarda muitas memórias da vida dele. Ter ido até lá foi uma experiência muito forte, simbólica e especial”, conclui.

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