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Duda Beat transforma clássico de Arlindo Cruz em xote contemporâneo no projeto “Elas Cantam Arlindo”

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Redação CM

11 de junho de 2026

Foto: nattannaella

Duda Beat transforma “Agora Viu Que Perdeu e Chora”, composição de Arlindo Cruz, em um xote melancólico e dançante na nova faixa do projeto “Elas Cantam Arlindo”. A iniciativa, da Nas Nuvens Music Group, reúne vozes femininas da música brasileira contemporânea para revisitar a obra do poeta do samba sob novas perspectivas estéticas e geracionais, reafirmando a permanência de um repertório que atravessa o tempo e segue essencial à música popular brasileira.

Na releitura, o samba romântico da canção original ganha novos contornos ao se aproximar da estética sentimental e nordestina-pop que atravessa a trajetória da cantora pernambucana. Produzida por Liminha e Boris Farias, a faixa preserva a força melódica da composição enquanto desloca sua sonoridade para um ambiente mais quente e íntimo.

“Essa releitura traz um xote, uma variação do forró, que calhou perfeitamente com a cadência da versão original sem perder a melodia. Tá bem gostoso de ouvir, convidativo a dançar a dois”, comenta Duda Beat. 

Conhecida por transformar dramas afetivos em narrativas confessionais, Duda encontrou na composição uma continuidade natural de temas que atravessam sua própria discografia. A interpretação explora sentimentos como arrependimento, saudade e limite emocional – elementos recorrentes tanto no universo de Arlindo Cruz quanto na construção artística da cantora.

“A canção despertou algumas memórias afetivas em mim, desses amores que passaram na minha vida e que eu canto tanto nas minhas canções”, afirma. 

O lançamento acontece em meio ao processo de criação do próximo álbum de estúdio da artista, ainda em desenvolvimento. Duda vem explorando caminhos mais orgânicos e colaborativos na construção sonora do novo trabalho, buscando ampliar a liberdade criativa dos músicos e colaboradores envolvidos no processo. 

Participar de “Elas Cantam Arlindo” também reforça o diálogo entre gerações e linguagens musicais que marca a trajetória recente da cantora. “Meu passado musical foi construído sob a influência do samba, pagode e tantos outros ritmos populares, presentes nos almoços de domingo da família brasileira”, comenta. “O repertório brasileiro é vasto e rico demais, dá pra brincar e fazer gerações inteiras se unirem musicalmente.” 

Idealizado pela Nas Nuvens Music Group, “Elas Cantam Arlindo” já lançou releituras interpretadas por Ivete Sangalo e Agnes Nunes. Além das gravações inéditas, o projeto também prevê o lançamento de um documentário sobre a trajetória de Arlindo Cruz, com estreia prevista para o segundo semestre de 2026.

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