“BOM“, projeto colaborativo que reúne a cantora Lali ao duo Miranda!, formado por Ale Sergi e Juliana Gattas, já está disponível em todas as plataformas digitais e chega pelo selo Sony Music. Com uma proposta focada no pop de pista, o trabalho foi concebido sob a premissa direta de dançar e celebrar, deixando de lado excessos explicativos para privilegiar o movimento corporal. O lançamento ocorre em um momento de ampla visibilidade para Lali, dias após o seu casamento com o comunicador Pedro Rosemblat.
A parceria nasceu nos bastidores do reality show La Voz Argentina, ambiente no qual os três artistas trocavam seleções musicais e cogitavam gravar versões de outros nomes da música. Após Lali mencionar publicamente o desejo em uma capa da revista Billboard Argentina, o grupo se reuniu no estúdio de Sergi ao lado do produtor Mauro de Tommaso. O plano original previa um EP enxuto de cinco regravações, mas o processo gerou quatorze canções inéditas, das quais dez foram selecionadas para compor o repertório final do LP.
O universo visual do projeto foi definido por Juliana Gattas como a construção de um “monstro de três cabeças”, estabelecendo uma identidade própria que equilibra a linguagem dos dois trabalhos com um acabamento minimalista.Entre as inspirações centrais estão a estética eletrônica, o cinema de Pedro Almodóvar e nomes como David Bowie e Madonna, alternando elementos do cotidiano urbano com atmosferas de pura fantasia.
A conclusão das gravações gerou comoção entre os integrantes. Ao finalizar a etapa de mixagem, Lali se emocionou ao lado dos colegas de estúdio. “Fazer música com eles foi como cursar um mestrado”, declarou a cantora em entrevista exclusiva à Billboard Argentina, celebrando a convivência criativa com referências de sua formação artística. Na mesma ocasião, Gattas destacou a vitalidade, a capacidade de resolução e o humor constante de Lali na execução da obra.
No aspecto sonoro, BOM combina sintetizadores, linhas de baixo sequenciadas e pianos rítmicos herdados do house e do italo disco dos anos 1980, dialogando ainda com traços do rock argentino. A abertura é conduzida por “Bailar o Morir”,faixa-título e principal música de trabalho que já havia recebido um curta-metragem preparatório de 16 minutos, dirigido por Lautaro Espósito e Ale Ruax.
O repertório traz recortes variados: o tom paródico sobre a noite e a passagem do tempo em “Señora”; as referências à estética de Raffaella Carrà em “En Italia”; o dance pop voltado a relações afetivas em “Migajas”; as texturas de “Ganar”; o clima erótico de “Piel”; o tributo ao clássico “Bad Girls” de Donna Summer em “Helecho”; e o techno rápido de “Hiperlove”, interpretado por Ale Sergi. A única versão do álbum é “Adonde”, releitura do grupo espanhol Cetu Javu inserida por insistência de Lali. O encerramento fica a cargo de “Vivo del Pop”, faixa techno que sintetiza a vivência e o ofício dos artistas na indústria.
Além do formato digital, o disco conta com edições físicas: uma tiragem especial em vinil transparente autografada pelo trio e cópias tradicionais em CD e vinil vermelho disponibilizadas no comércio argentino.































