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Clau estreia primeiro álbum da carreira e transforma vulnerabilidade em sua marca mais forte

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Redação CM

3 de julho de 2026

Foto: Vic Britto

Em um mercado onde velocidade e tendências costumam ditar os lançamentos, Clau escolheu seguir outro caminho. Em vez de reunir apenas sucessos ou apostar em fórmulas prontas, a cantora apresenta “acho que sou romântica”, seu primeiro álbum de estúdio, como um retrato do momento mais maduro de sua trajetória. O projeto, já disponível nas plataformas digitais, transforma experiências pessoais, inseguranças e afetos em uma obra que vai além do entretenimento para revelar uma artista em pleno processo de amadurecimento.

Ao longo de 14 faixas, Clau percorre diferentes territórios musicais sem abrir mão de uma identidade clara. O disco reúne influências de pop, R&B, reggaeton, reggae, rap, funk e baladas românticas, criando uma narrativa que acompanha suas transformações pessoais e profissionais. Mais do que experimentar estilos, a cantora constrói um álbum que dialoga com diferentes públicos sem perder coerência.

A dimensão do projeto também aparece na ficha técnica. O álbum reúne participações de Rael, DAY LIMNS, Vulgo FK, King Saints e Dudu MC, enquanto Criolo, Elana Dara, Jenni Mosello e Daniel Ferrera assinam composições ao lado da artista. A produção musical ficou sob responsabilidade de Los Brasileros, DMAX, Matt D, Riff, Billy Billy, Ecologyk e Laudz, formando um dos times criativos mais qualificados já reunidos por Clau.

O conceito do álbum nasce da própria dúvida que dá nome ao projeto. Em “acho que sou romântica”, Clau amplia o significado do romantismo e o apresenta como uma forma de enxergar a vida, as pessoas e as próprias experiências.

“Existe essa versão romântica, que acima de tudo romantiza a vida, acredita nas pessoas e vê beleza em tudo”, explica a cantora.

Essa visão ganha profundidade em “eu me entendo mal”, faixa que abre oficialmente o álbum. Escrita ao lado de Jenni Mosello e Elana Dara, com produção de Los Brasileros, a música revela um lado raramente exposto pela artista ao abordar autocobrança, ansiedade e o desafio constante de compreender a si mesma.

“Em ‘eu me entendo mal’, quis mostrar um lado mais frágil e pessoal que não costumo expôr. É como se fosse uma conversa comigo mesma, me questionando, me acolhendo, me entendendo, mesmo que às vezes, como o nome diz: mal. A busca pelo sonho não é fácil, a gente se culpa pelos erros, se sente sozinho e incompreendido. Essa música basicamente é um desabafo”, afirma.

O lançamento é acompanhado pelo videoclipe de “eu me entendo mal”, gravado em um cinema/teatro vazio. A produção estabelece um diálogo direto com “popstar”, lançado simultaneamente, propondo um contraste entre a artista vista pelo público e a mulher que vive suas dúvidas longe dos holofotes.

Com mais de 1,2 milhão de ouvintes mensais no Spotify, Clau transforma “acho que sou romântica” em um ponto de virada de sua carreira. Mais do que seu primeiro álbum, o projeto representa a consolidação de uma artista que escolheu trocar personagens por autenticidade, reunindo grandes nomes da música brasileira para apresentar um trabalho que reafirma sua versatilidade e seu protagonismo dentro da nova geração do pop nacional.

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