Com texto e direção de Juliana Fernandes, a temporada da peça “A Biblioteca dos Sonhos Perdidos” estreia no próximo dia 15 de agosto, às 16 horas, no Teatro Cândido Mendes, no Rio de Janeiro. A montagem aborda com leveza e humor temas universais como coragem, amizade, o medo da frustração e a importância de perseguir os próprios desejos, independentemente da idade. A obra estará em cartaz também nos dias 22 e 29 de agosto.
A história se passa em uma biblioteca diferente de todas as outras, local onde ficam guardados os projetos e vontades que pessoas comuns deixaram para trás por medo, insegurança ou pela sensação de que não era o momento certo. Dona Ofélia, a responsável pelo lugar, cuida do espaço ao lado da aprendiz Íris. Quando quatro meninas, Luna, Maya, Jade e Lina, descobrem esses segredos guardados, recebem a missão de entender por que aquelas pessoas desistiram de suas aspirações.
O caminho, contudo, ganha um grande obstáculo com a chegada da Senhora das Páginas em Branco, uma personagem que defende a ideia de que não sonhar é a melhor maneira de evitar decepções. Enquanto a vilã tenta interferir na jornada, as páginas dos livros começam a sumir, exigindo que as meninas enfrentem suas próprias incertezas para salvar as histórias.
A diretora destaca que a proposta nasceu da vontade de abordar esses dilemas com as crianças de forma participativa e acessível. “A Biblioteca dos Sonhos Perdidos fala sobre sonhos que a gente deixa para trás por medo, insegurança ou por achar que ainda não é a hora. É uma história sobre coragem, amizade e, principalmente, sobre não achar que existe uma idade certa ou um momento perfeito para tentar realizar aquilo que a gente deseja. E eu quis falar disso de uma forma leve, divertida e que as crianças também pudessem se reconhecer”, explica Juliana Fernandes.
Sobre a mensagem central que pretende transmitir aos espectadores de todas as idades, a autora e diretora reforça o papel do aprendizado contínuo. “Acho que a principal mensagem é que a gente não precisa ter certeza de que vai conseguir para tentar. E que errar, mudar de ideia ou até ter medo faz parte do caminho. Eu quis falar sobre isso porque acho que, desde criança, a gente começa a aprender a ter medo de errar e de não corresponder às expectativas. E, muitas vezes, esse medo faz a gente desistir antes mesmo de tentar”, declara a diretora.
“Quero que as crianças saiam do espetáculo pensando nos próprios sonhos e entendendo que eles podem ser grandes, pequenos, mudar com o tempo… E que não existe uma idade certa para correr atrás deles. Também queria que os adultos que estiverem assistindo se reconhecessem nisso. Afinal, essa história é para as crianças, mas fala muito com a gente também”, pontua.
O elenco reúne as atrizes Carolina Oggioni, Dani Azeredo, Gabi Meneses, Juliana Muniz, Mariana França, Raphaela Lima e Sophia Torres. A montagem do grupo combina parcerias de trabalhos anteriores, atrizes indicadas e alunas formadas por Juliana. “A escolha do elenco foi muito baseada em pessoas com quem eu já tenho uma relação de trabalho e em pessoas que chegaram até mim por indicação. As outras são minhas alunas, que já estão comigo há bastante tempo e participaram de praticamente todos os espetáculos infantis que faço. Eu já conheço o trabalho delas, sei como funcionam em cena e, principalmente, como lidam com o público infantil. Elas têm muita experiência com improviso, muita agilidade e uma sagacidade que eu considero fundamental no teatro para crianças. São meninas que eu amo trabalhar e que estão sempre comigo, são minhas crias mesmo”, elogia a diretora.
Juliana ressalta o clima descontraído nos bastidores: “Estão sendo ensaios proveitosos e divertidos, com muita troca. Como é uma peça infantil, também tenho a preocupação em não deixar tudo sério demais. Tem bastante espaço pra brincadeira, para o humor e para as meninas experimentarem as personagens. O texto está sendo construído aos poucos, eu escrevo as cenas, levo para o ensaio, vejo o que funciona na prática e ajusto. Agora que a estreia está chegando, dá aquela ansiedade boa de finalmente ver a peça inteira diante do público e acompanhar a reação das crianças nos momentos de participação”.
As apresentações de “A Biblioteca dos Sonhos Perdidos” acontecem nos dias 15, 22 e 29 de agosto, aos sábados, às 16h, no Teatro Cândido Mendes, localizado na Rua Joana Angélica, número 63, em Ipanema, Rio de Janeiro.
Serviço:
“A Biblioteca dos Sonhos Perdidos”
Datas: 15, 22 e 29 de agosto (Sábados)
Horário: 16 horas
Local: Teatro Cândido Mendes
Endereço: Rua Joana Angélica , 63, Rio de Janeiro – Rio de Janeiro
Ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/125218/d/406434































