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Espetáculo “A Biblioteca dos Sonhos Perdidos” estreia neste sábado (15), no Teatro Cândido Mendes, no Rio de Janeiro

Foto de Redação CM

Redação CM

13 de agosto de 2026

Com texto e direção de Juliana Fernandes, a temporada da peça “A Biblioteca dos Sonhos Perdidos” estreia no próximo dia 15 de agosto, às 16 horas, no Teatro Cândido Mendes, no Rio de Janeiro. A montagem aborda com leveza e humor temas universais como coragem, amizade, o medo da frustração e a importância de perseguir os próprios desejos, independentemente da idade. A obra estará em cartaz também nos dias 22 e 29 de agosto. 

A história se passa em uma biblioteca diferente de todas as outras, local onde ficam guardados os projetos e vontades que pessoas comuns deixaram para trás por medo, insegurança ou pela sensação de que não era o momento certo. Dona Ofélia, a responsável pelo lugar, cuida do espaço ao lado da aprendiz Íris. Quando quatro meninas, Luna, Maya, Jade e Lina, descobrem esses segredos guardados, recebem a missão de entender por que aquelas pessoas desistiram de suas aspirações. 

O caminho, contudo, ganha um grande obstáculo com a chegada da Senhora das Páginas em Branco, uma personagem que defende a ideia de que não sonhar é a melhor maneira de evitar decepções. Enquanto a vilã tenta interferir na jornada, as páginas dos livros começam a sumir, exigindo que as meninas enfrentem suas próprias incertezas para salvar as histórias.

A diretora destaca que a proposta nasceu da vontade de abordar esses dilemas com as crianças de forma participativa e acessível. “A Biblioteca dos Sonhos Perdidos fala sobre sonhos que a gente deixa para trás por medo, insegurança ou por achar que ainda não é a hora. É uma história sobre coragem, amizade e, principalmente, sobre não achar que existe uma idade certa ou um momento perfeito para tentar realizar aquilo que a gente deseja. E eu quis falar disso de uma forma leve, divertida e que as crianças também pudessem se reconhecer”, explica Juliana Fernandes.

Sobre a mensagem central que pretende transmitir aos espectadores de todas as idades, a autora e diretora reforça o papel do aprendizado contínuo. “Acho que a principal mensagem é que a gente não precisa ter certeza de que vai conseguir para tentar. E que errar, mudar de ideia ou até ter medo faz parte do caminho. Eu quis falar sobre isso porque acho que, desde criança, a gente começa a aprender a ter medo de errar e de não corresponder às expectativas. E, muitas vezes, esse medo faz a gente desistir antes mesmo de tentar”, declara a diretora. 

“Quero que as crianças saiam do espetáculo pensando nos próprios sonhos e entendendo que eles podem ser grandes, pequenos, mudar com o tempo… E que não existe uma idade certa para correr atrás deles. Também queria que os adultos que estiverem assistindo se reconhecessem nisso. Afinal, essa história é para as crianças, mas fala muito com a gente também”, pontua.

O elenco reúne as atrizes Carolina Oggioni, Dani Azeredo, Gabi Meneses, Juliana Muniz, Mariana França, Raphaela Lima e Sophia Torres. A montagem do grupo combina parcerias de trabalhos anteriores, atrizes indicadas e alunas formadas por Juliana. “A escolha do elenco foi muito baseada em pessoas com quem eu já tenho uma relação de trabalho e em pessoas que chegaram até mim por indicação. As outras são minhas alunas, que já estão comigo há bastante tempo e participaram de praticamente todos os espetáculos infantis que faço. Eu já conheço o trabalho delas, sei como funcionam em cena e, principalmente, como lidam com o público infantil. Elas têm muita experiência com improviso, muita agilidade e uma sagacidade que eu considero fundamental no teatro para crianças. São meninas que eu amo trabalhar e que estão sempre comigo, são minhas crias mesmo”, elogia a diretora.

Juliana ressalta o clima descontraído nos bastidores: “Estão sendo ensaios proveitosos e divertidos, com muita troca. Como é uma peça infantil, também tenho a preocupação em não deixar tudo sério demais. Tem bastante espaço pra brincadeira, para o humor e para as meninas experimentarem as personagens. O texto está sendo construído aos poucos, eu escrevo as cenas, levo para o ensaio, vejo o que funciona na prática e ajusto. Agora que a estreia está chegando, dá aquela ansiedade boa de finalmente ver a peça inteira diante do público e acompanhar a reação das crianças nos momentos de participação”.

As apresentações de “A Biblioteca dos Sonhos Perdidos” acontecem nos dias 15, 22 e 29 de agosto, aos sábados, às 16h, no Teatro Cândido Mendes, localizado na Rua Joana Angélica, número 63, em Ipanema, Rio de Janeiro.

Serviço:

“A Biblioteca dos Sonhos Perdidos”
Datas: 15, 22 e 29 de agosto (Sábados)
Horário: 16 horas
Local: Teatro Cândido Mendes 
Endereço: Rua Joana Angélica , 63, Rio de Janeiro – Rio de Janeiro
Ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/125218/d/406434

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