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Guilherme Rodio integra elenco de série do Globoplay e reflete sobre o papel social do projeto

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Redação CM

1 de julho de 2026

Créditos: Julieta Bacchin

O artista está no elenco da série documental “Pico dos Marins: O Caso do Escoteiro Marco Aurélio”, dirigida por Marcelo Mesquita, que estreou, no Globoplay, dia 12 de maio

O ator Guilherme Rodio estreou na série documetal “Pico dos Marins: O Caso do Escoteiro Marco Aurélio”, dirigida por Marcelo Mesquita e produzida pela Paranoid Filmes, disponível no Globoplay desde 12 de maio. O docudrama conta a história do desaparecimento de Marco Aurélio Simon, um jovem de 15 anos que foi visto pela última vez em 8 de junho de 1985, durante uma expedição ao Pico dos Marins, em Piquete, São Paulo. A família busca pelo paradeiro dele, sem nenhuma pista ou resposta, há 40 anos.

A produção é inspirada no podcast de mesmo nome, lançado em 2022 com enorme sucesso de audiência. Na trama, Guilherme interpreta Juan, o chefe dos escoteiros.

Guilherme atua no audiovisual desde 2010. Integrou o elenco de “Maria e o Cangaço” (Disney+ 2025), de Sérgio Machado, “Beleza Fatal” (HBO MAX 2025), de Raphael Montes, “Rota 66 “ (Globoplay – 2022), de Maria Camargo, “Não Foi Minha Culpa” (Star+ – 2022), com direção de Susanna Lira, “Carcereiros” (Globoplay – 2019), dirigida por José Eduardo Belmonte, “Hebe” (Globoplay – 2020), direção de Mauricio Farias, entre outras produções.

Em breve será visto atuando em dois longas ainda inéditos:“Casarão”, dirigido por Cíntia Domit Bittar, que integrou a vitrine de filmes em pós produção no Fantastic Cuts, do Marché du Film 2025, em Cannes, como o personagem Giovani; e “Furnas Fundas”, com direção de Beto Marquez, uma comédia de terror em que contracena com atores como Eriberto Leão e Otávio Muller. “O Otávio tem uma espontaneidade e uma naturalidade que contagiam. Estar em cena ao lado dele, podendo responder a cada olhar e cada gesto foi mágico! ”, diz o ator.

Guilherme é um ator que escreve e que se produz. Entre os curtas produzidos por ele, em parceria com diretores talentosos, destacam-se: “Batalha de Flores” (2024), dirigido por Luis Villaverde, em que recebeu o Prêmio de Melhor Ator no Festival Comunicurtas 2024, interpretando o protagonista Agripino, e Sal (2016), em que levou o Prêmio de Melhor Ator no Canadian Diversity Film Festival 2016 e o Prêmio de melhor ator no Festival Comunicurtas 2016, no papel de Márcio. Com “A Volta Para Casa” (2019), dirigido por Diego Freitas, recebeu o Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante pelo personagem Anselmo, no Festival Guarnicê 2020. Neste filme, Guilherme também assina o roteiro. “Gravar o curta que eu criei, contracenando com o Lima Duarte, foi um processo maravilhoso de aprendizado, troca e de conhecer histórias que são lendas da TV e do cinema do Brasil”, declara.

Foto: Julieta Bacchin

No teatro, com a Companhia Latino Americana TeatroDramma, atuou e coreografou a peça “Judgement on a Gray Beach “ (2015), de Franz Kafka, dirigida por Elia Schneider no La MaMa Experimental Theatre de Nova Iorque. “Atuar e coreografar esta peça, no La Mama Theater de Nova York, um dos mais famosos do mundo, foi muito especial e uma maneira de representar o Brasil em uma produção multicultural Latino Americana”, diz.

Com o Grupo XIX de teatro, participou de “O Castelo” (2012), de Franz Kafka, e “Estrada do Sul “ (2013), na Vila Maria Zélia, em parceria com o Teatro Dell’Argine de Bologna, sob a direção de Pietro Floridia. “Esta peça teve uma grande repercussão pelo formato inusitado. Nessa adaptação do conto de Júlio Cortazar, o público assistia ao espetáculo dentro dos carros dos personagens. Todos presos em um congestionamento surreal!, relata Guilherme. Guilherme também foi membro fundador da Companhia do Hotel, em parceria com o diretor Ivan Feijó, onde produziu e atuou em diversos espetáculos, como na performance “Os Cantos do Hotel” (2009), baseada na coletânea de poemas “Poeta em Nova York”, de Federico Garcia Lorca, contemplada com o prêmio FUNARTE – Arte na Rua 2010.

Guilherme é formado como ator no Centro de Pesquisas Teatral do SESC (CPT), sob a direção de Antunes Filho, onde também trabalhou como professor entre 2010 a 2012; Além de ter passado pela Oficina de Atores Nilton Travesso, é Bacharel em Comunicação pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). O ator frequentou por um ano a Stella Adler Academy of Acting, de Los Angeles , e, nos anos de 2021 e 2022, foi membro do grupo de estudos na Técnica Stella Adler, conduzido pelo diretor e coach de atores norte-americano, Milton Justice, que preparou atores como Mark Ruffallo, Sean Astin, Margo Martindale, Patrick Stewart entre outros. Guilherme considera Milton um mentor na arte de criar personagens complexos e diz que o aprendizado com ele influencia profundamente seus trabalhos.

Dentre seus projetos futuros, está produzir o primeiro longa, em que protagoniza e assina também o roteiro. “Já escrevi dois curtas, agora me aventurei a escrever um longa, em parceria com a atriz e roteirista Stefani Mota. Gosto de Contar histórias de personagens comuns que enfrentam dilemas épicos, com grandes conflitos internos”. O cinema é seu veículo preferido em função do processo colaborativo. Apesar de ser um ator formado nos palcos do teatro, e entender que no teatro é onde o ator tem sua maior autonomia. “Cada pessoa presente num set de filmagem é uma peça pequena e imprescindível de uma máquina mágica de sonhos. O silêncio de toda uma equipe focada na resolução de uma cena, entre um “ação!” e um “corta!”, é um exemplo formidável de como nós humanos podemos cooperar poderosamente uns com os outros”, ressalta ele.

Paralelamente aos projetos nos campos de atuação e criação, Guilherme ainda investe na formação de atores pelo método Stella Adler e vai ministrar em 2026 dois cursos de interpretação, no Rio de Janeiro – no Eixo Cênico – e em São Paulo – no Teatro Escola Célia Helena.

Com quase 20 anos de uma trajetória extensa e versátil, a série “Pico dos Marins”, foi uma virada de chave no olhar de Guilherme para a sua profissão e o entendimento sobre a potência da arte. “Criar um personagem real, em uma situação tão delicada, foi uma experiência de muita responsabilidade que mostra que a arte tem uma função social muito importante e eu acredito que pode ajudar a mudar o desfecho de um caso tão emblemático da história recente do Brasil”, declara o ator.

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