“Overman”, inspirado no irreverente personagem criado pela cartunista Laerte Coutinho, traz um super-herói nada convencional e afundado em problemas cotidianos. O filme, com direção de Tomás Portella, produção de Iafa Britz, e roteiro de Arnaldo Branco, Leandro Soares e Tomás Portella, estreou dia 22 de outubro. Além de Caco Ciocler e Karina Ramil, o elenco conta com nomes como Otávio Muller, Victor Lamoglia e Marina Provenzzano.
Segundo Karina: “O Caco, além de uma pessoa maravilhosa, é um parceiro de cena incrível! Foi muito divertido o que passamos juntos, a gente estava sempre gargalhando. Não é todo dia que você está vestido de super-herói, voando e lutando por aí com alguém, né?”.
Além de atriz, Karina é diretora, roteirista e preparadora de elenco. Sua carreira deslanchou a partir dos vídeos do Porta dos Fundos, onde esteve de 2016 a 2020. “O Porta foi muito importante para mim porque me deu projeção no cenário nacional das artes, além de ter me ensinado muita coisa. Antes, eu era essencialmente do teatro e foi no Porta que eu aprendi mais sobre audiovisual. Sou muito grata a eles por todo o período em que trabalhei lá e até hoje me divirto vendo os vídeos”, declara Karina. Atualmente, sua trajetória profissional vai muito além da internet, reunindo atuações marcantes em cinema, televisão e teatro.
No cinema, a atriz participou recentemente dos filmes “Doce Família” (2024), dirigido por Carolina Durão; “Os Sapos” (2025), direção de Clara Linhart; e “Família, Pero no Mucho” (2025), dirigido por Felipe Joffily, estrelado por Leandro Hassum. Karina também esteve em: “O Auto da Boa Mentira” (2021), dirigido por José Eduardo Belmonte; “10 Horas Para o Natal” (2020), dirigido por Cris D’Amato; “Boca de Ouro” (2019), direção de Daniel Filho, com Marcos Palmeira e Malu Mader no elenco; e “Um Tio Quase Perfeito” (2017), protagonizado por Marcus Majella e dirigido por Pedro Antônio Paes. Dentre os curtas em que atuou estão: “Aceito” (2014), de Felipe Cabral, e “Morro da Urca” (2013), direção de Daniel Perlin.
Na televisão, entre outros trabalhos, Karina está no infantil “DPA” (19ª a 23ª temporada), do Gloob; na terceira temporada do programa “LOL: Se Rir, Já Era!” (Prime Video, 2023); no humorístico “Zorra” (2020), da Globo; nas séries “Homens” (Prime Video, 2019), “Borges” (Netflix, 2018) e “Truque de Humor” (Multishow, 2018); além de ter feito participações em novelas da Globo, como A Favorita (2008) e Fina Estampa (2011).
Mas o seu primeiro encantamento ao atuar foi mesmo nos palcos, onde estreou em 2013. Karina já fez parte de diversos espetáculos, com destaque para: “Todo — As Sete Leis do Hermetismo” (2024–2025), dirigido por André Dale, em que atuou e produziu; “40 Anos Esta Noite” (2018–2019), direção de Bruce Gomlevsky; “Infância, Tiros e Plumas” (2015),direção de Inez Viana; “#Broncadequê?” (2015–2016), direção de Ernesto Piccolo; e “Patricia Piolho” (2014–2015), peça em que, além de atuar, foi coautora, rendendo-lhe o prêmio de Melhor Atriz no Prêmio Zilka Salaberry 2015.
Karina é cofundadora da Cia de 4 Mulheres, que existe há 15 anos, ao lado das atrizes Andrezza Abreu, Anita Chaves e Lorena Comparato. Criou, roteirizou e atuou no podcast de comédia “Prato Frio”, do Spotify Studios (2018); nas duas temporadas do E! No Filter (Canal E!); e na peça “Ricardo” (2013 e 2014), direção de Debora Lamm e Carolina Pismel.Recebeu prêmios como o de Melhor Atriz no FESTU (Festival de Esquetes Teatrais Universitárias) em 2013 e 2014, onde se apresentou com sua companhia, que também criou o curta “Teia”, dirigido por Claudia Castro e lançado no Festival do Rio 2025. No momento, “Teia” tem circulado por festivais nacionais e internacionais.
Além de ser vista em “Overman”, a atriz vai trabalhar em outubro e novembro no “Festival Home Theater”, idealizado por Marcus Faustini, que apresenta cenas baseadas em histórias de vida criadas e apresentadas em territórios da cidade do Rio de Janeiro, Niterói e Baixada Fluminense. No YouTube, Karina é cocriadora e apresentadora do canal “Papo de Coxia”, que traz entrevistas com músicos. A segunda temporada está quase pronta para ser lançada.
Sobre transitar por todos esses veículos, ela declara: “Eu amo todos. São interpretações diferentes que trazem camadas diversas. Sinto que se escolho um, não estarei fazendo jus ao outro! Realmente adoro o processo de cada um. O formato com que tive menos contato foi novela, mas quem sabe futuramente…”, sugere Karina.
Filha do músico Kleiton Ramil, da dupla Kleiton e Kledir, Karina já nasceu familiarizada com o meio artístico. Mas curiosa, inquieta e estudiosa, mesmo com a carreira de atriz já consolidada, resolveu cursar Psicologia: “Eu entrei na faculdade no início do ano porque sempre tive interesse pelo tema e, também, olhando para o cenário geral do que estamos vivendo hoje. Quero exercer futuramente, juntar as duas profissões! Acho que tem tudo a ver. É interessante que,estudando sobre psicologia, eu vejo várias coisas que aprendemos que podem melhorar a interpretação. Então, uma área acaba estimulando a outra”, diz.
A atriz é formada em Artes Cênicas pela Universidade Cândido Mendes (UCAM), foi aluna do Teatro O Tablado, celeiro carioca de grandes talentos, onde aprendeu com, entre outros professores, Guida Vianna, Sura Berditchevsky e Cacá Mourthé, de quem foi assistente de direção em 2012. Fez ainda cursos livres com outros profissionais de teatro como Daniel Herz, Fernando Caruso e Camilla Amado, além de aulas de consciência corporal no Centro de Movimento Deborah Colker (2008). Em Barcelona (2008), esteve no Collegi de Teatre onde estudou Interpretação – Sistema Stanislavski com Boris Rotenstein, Clown com Jango Edwards, e fez aulas com Emilio Sagi.
“Acho que o humor sempre permeou a minha vida. Desde que comecei o ofício de atriz, naturalmente me eram apresentados personagens de comédia e que eu adoro. Lembro de testes em que peguei o papel porque coloquei um caco de humor, ou fiz alguma reação engraçada. Eu amo drama, e gostaria que me chamassem para personagens de outros gêneros, mas sei também que comédia é algo que pulsa em mim”, declara Karina.
Karina estava ansiosa para a estreia de Overman: “Foi meu primeiro trabalho como super-heroína! A gente filmou há três anos, então eu estava muito curiosa para ver. Nunca fiz um filme com efeitos especiais. Enfim, ainda mais sendo um filme da Laerte, que é uma grande cartunista. A minha expectativa é de que seja um sucesso! Que o brasileiro abrace esse nosso super-herói errante, à semelhança dos brasileiros!”.




































