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Protagonista da comédia de ação C.I.C., Alana Ferri quis fugir de estereótipos: “não queria uma Bond Girl”

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Redação RJ

9 de junho de 2026

Créditos: Fabio Kerr

Intérprete aprendeu a lutar e falar espanhol (com sotaque argentino) para o filme, que está disponível no Globoplay. Além de atriz, ela se dedica à gestão do Vulva Feminist Club, conjunto de empreendimentos que oferecem ambiente seguro para mulheres que gostam de viajar

Recém-adicionado ao catálogo do Globoplay, o filme C.I.C. – Central de Inteligência Cearense traz a atriz Alana Ferri na pele de Mikaela, uma agente secreta que se une a Karkará (Edmilson Filho) na missão de recuperar a fórmula de um projeto ultrassecreto dos governos do Brasil, Paraguai e da Argentina.  Empolgada, a intérprete destaca que a história dirigida por Halder Gomes transita entre a ação e a comédia, o que lhe permitiu exercitar a versatilidade para compor uma personagem com múltiplas camadas. 

Eu queria ir além dos estereótipos tradicionalmente associados às personagens femininas dos filmes de ação, ampliando esse imaginário. Queria criar uma personagem cuja presença em cena fosse marcada não apenas pela beleza e pelo magnetismo, mas também pela sua força, inteligência e importância para a trama. A Mikaela é uma agente secreta que luta com espadas enquanto dança tango, e sua coragem e sagacidade são essenciais para a missão”, pondera a atriz, contando que, em meio às muitas cenas de luta, também existem alívios cômicos, como quando Mikaela decide mudar a voz para preservar seu disfarce. 

Alana como Mikaela em C.I.C./Divulgação

Alana sempre viu os idiomas como parte da sua formação como atriz. Por isso, estudou inglês, francês, italiano e espanhol pensando também na possibilidade de viver personagens de diferentes nacionalidades. Para C.I.C., apesar de já falar espanhol, precisou intensificar o estudo do idioma com um desafio específico: incorporar o sotaque argentino da personagem. Obstinada, pediu ajuda a uma amiga que mora na Argentina, passou a observar e imitar seu jeito de falar e chegou a viajar ao país para conversar com argentinos e internalizar melhor o sotaque. Além disso, maratonou cerca de 100 horas de séries.

Curiosamente, o resultado ficou tão convincente que a direção avaliou que algumas falas poderiam dificultar a compreensão do público e pediu que ela redublasse algumas de suas cenas na pós-produção, aproximando algumas palavras do “portunhol”. Ainda assim, muitos espectadores ficaram em dúvida sobre sua nacionalidade. E sim, ela é brasileiríssima!

A atriz festeja a inclusão do título no streaming e assegura que vai manter alguns hábitos adotados durante a preparação para a personagem. “Estou muito animada com a chegada de C.I.C. ao Globoplay. É um filme para todo mundo: tem ação, comédia, romance e drama. É muito importante que o cinema brasileiro alcance cada vez mais pessoas. Sou grata à Mikaela e sigo treinando Taekwondo, que comecei na época da preparação para o filme. Meu objetivo, inclusive, é conquistar a faixa preta. E, claro, faço questão de manter o sotaque argentino ao falar espanhol”, diverte-se. 

Empreender e encorajar mulheres

Além de atriz, Alana Ferri é influenciadora e empresária. Numa dessas voltas que a vida dá, a oportunidade para abrir seu próprio negócio surgiu depois que ela não foi aprovada no teste para uma novela. Diante da necessidade de se reinventar, fundou em Trancoso, no sul da Bahia, um hostel feminista. O projeto cresceu e deu origem à agência de viagens Vulva Way. Ambos atendem exclusivamente mulheres e, juntos, formam o Vulva Feminist Club, um ecossistema voltado a criar experiências, viagens e espaços seguros para mulheres. 

“Há uma frase da Simone de Beauvoir que diz: ‘o mundo sempre pertenceu aos machos’. Então, para ocuparmos os espaços que queremos, viajarmos sozinhas, empreendermos, vivermos da arte ou até fazermos tudo isso ao mesmo tempo, nós, mulheres, precisamos bancar a segurança que o tempo todo tentam nos tirar. Talvez por isso eu tenha criado ambientes seguros para mulheres viajarem sozinhas e ocuparem o mundo com mais liberdade”, reflete Alana, que completa: “o principal da Vulva sempre foram as deusas. Onde elas estiverem, a Vulva pode existir”. 

Criatividade na arte e nos negócios

A atriz, que começou em Malhação: Casa Cheia (2013), contracenando com o então galã novato, Gabriel Leone, e mais recentemente viveu uma professora de dança em Cara e Coragem (2022), celebra a oportunidade de poder exercitar a criatividade continuamente, seja no audiovisual, seja na gestão de seus negócios.

“Sou movida pelo desejo de criar e de conhecer pessoas e lugares. E os empreendimentos que idealizei me permitem ser criativa mesmo quando não estou atuando. Isso me deixa muito feliz. Espero que venham muitos sims como atriz: quero fazer mais cinema, TV e teatro. Mas percebo que construí uma história muito bonita como empresária, que também me satisfaz. Eu fiz aquilo que precisava fazer”, encerra.

Alana Ferri nas redes: 

https://www.instagram.com/alanaferri

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