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Últimas semanas: “Diana – A Princesa do Povo” entra em reta final no Teatro Liberdade

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Redação CM

15 de junho de 2026

Foto: Carlos Costa

Após uma temporada de repercussão no Rio de Janeiro, o musical “Diana – A Princesa do Povo” segue em cartaz em São Paulo até 05 de julho, no Teatro Liberdade, consolidando a temporada paulista de uma das maiores superproduções recentes do teatro musical brasileiro. Apresentado pelo Ministério da Cultura e pela Bradesco Seguros, o espetáculo protagonizado por Sara Sarres é uma realização da Estamos Aqui Produções, com direção e versão de Tadeu Aguiar, e amplia agora o olhar sobre a grandiosidade técnica, visual e humana da montagem inspirada na trajetória da princesa que transformou a monarquia britânica. Os ingressos estão disponíveis pela Sympla e na bilheteria oficial.

Criada especialmente para o público nacional em uma montagem brasileira não réplica, a produção combina sofisticação visual, cenas de grande impacto e uma narrativa que aproxima Diana de temas ainda extremamente atuais, como exposição midiática, saúde emocional, pressão institucional, solidão e empatia pública. Décadas depois de sua morte, Diana segue ocupando um lugar raro no imaginário popular: o de uma figura histórica que permanece emocionalmente contemporânea.

No centro da narrativa está Sara Sarres, uma das vozes mais respeitadas do teatro musical brasileiro, que retornou aos palcos nacionais após um hiato de quase cinco anos. Com trajetória marcada por produções como “Les Misérables”, “O Fantasma da Ópera”, “West Side Story”, “A Madrinha Embriagada” e “O Homem de La Mancha”, a atriz conduz uma interpretação que aposta na humanidade, na força e nas nuances emocionais da personagem. Ao lado dela estão Claudio Lins, como Príncipe Charles, Simone Centurione, interpretando a Rainha Elizabeth, e Giselle de Prattes, no papel de Camilla Parker Bowles. Juntos, os personagens conduzem os principais conflitos afetivos, institucionais e públicos que atravessam a trajetória da princesa e da Família Real britânica.

Completam o elenco Rosana Penna (Barbara Cartland), Dino Fernandes (James Hewitt), Marianna Alexandre (Sarah Spencer), Fábio Brazile (Paul), Betto Marque (Andrew Parker), Lucas Britto (Rostropovich), Matheus Boa (Andrew Morton), Rhuan Santos (Colin), Fabi Figueiredo (Host), além de Bia Bahia, Duda Carvalho, Maria Vitória Rodrigues, Celso Till, Mavi Carpin, Cris Mont, André Ulo e Lua Soares (swing), formando um conjunto diverso que amplia a dimensão humana, política e simbólica da narrativa.

A força da produção também se revela nos bastidores. A estrutura cenográfica reúne mais de 320 barras de metal sustentadas por 400 metros de cabo de aço — extensão superior à altura da Torre Eiffel. O cenário ainda utiliza 170 m² de tela galvanizada, mais de 750 metros de telas de viveiro e agrícolas e dezenas de chapas de madeira em uma construção de escala monumental.

Para recriar a elegância da realeza britânica, a montagem utiliza mais de 560 metros de tecidos nobres, como veludo, oxford e jacquard, além de aproximadamente 250 figurinos, 850 botões, 60 metros de zíper, 15 quilos de pedrarias e mais de 100 pares de sapatos. O piso cênico, com cerca de 300 m² distribuídos em três níveis de altura, recebeu uma pintura cromada especial de alto luxo.

A dimensão visual do espetáculo também ganha força com a iluminação e os elementos tecnológicos. São mais de 200 equipamentos de luz, um telão de LED de 9 metros por 2 metros e um céu formado por mais de 2.000 pontos de fibra ótica, criando atmosferas de grande carga simbólica e emocional ao longo da encenação. Outro destaque são os quatro lustres monumentais desenvolvidos artesanalmente pela Dropiron. As peças demandaram 20 dias de trabalho e utilizaram mais de 1,5 quilômetro de correntes em sua construção.

O trabalho de visagismo reforça o rigor estético e histórico da produção. Ao todo, o espetáculo conta com 58 perucas distribuídas entre personagens principais, coadjuvantes e demais figuras da narrativa. Para Diana, foram confeccionadas quatro perucas naturais feitas fio a fio e submetidas a cinco processos de descoloração até alcançar o tom mais próximo possível do cabelo da princesa, composição complementada pelas lentes de contato azuis utilizadas por Sara Sarres em cena. Camilla, vivida por Giselle de Prattes, utiliza duas perucas naturais, enquanto Charles, interpretado por Claudio Lins, conta com cabelo natural para representar a fase jovem do príncipe. Já a Rainha Elizabeth, personagem de Simone Centurione, é retratada com três perucas distintas, além de seis perucas platinadas que evocam a realeza inglesa.

A direção musical é assinada por Thalyson Rodrigues, com cenografia de Natália Lana, figurinos de Ney Madeira e Dani Vidal, direção de movimento e coreografias de Sueli Guerra, visagismo de Anderson Bueno e Cristiane Regis, desenho de luz de Serginho e desenho de som de Paulo Altafim e Gabriel D’Ângelo. A coordenação de produção é de Norma Thiré, e a produção geral, de Eduardo Bakr.

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