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Começou o Rock in Rio 2026! Novo Palco Mundo impressiona e recebe show histórico de Foo Fighters nesta sexta-feira

Foto de Beatriz Arasanoli

Beatriz Arasanoli

5 de setembro de 2026

Foo Fighters / Créditos: Diego Padilha

A Cidade do Rock abriu suas portas nesta quinta-feira, 4, para dar início a mais uma edição memorável do Rock in Rio. Como manda a tradição, os primeiros a chegarem no festival foram recebidos por toda a equipe da Rock World com aplausos, porque por aqui o público é a alma do festival. Os fãs foram os primeiros a conhecer de perto as novidades preparadas para 2026, entre elas o novo Palco Mundo, que impressionou já no primeiro olhar com uma cenografia totalmente inédita e seus 2.400 m² de painéis de LED de altíssima definição. Ao longo do dia, o público também viveu a expectativa para a estreia do espetáculo ECCO by LightWire, se jogou na pista de dança com a nova cenografia do New Dance Order e acompanhou uma apresentação visceral do Foo Fighters no Palco Mundo.

“Cada vez que os portões da Cidade do Rock se abrem, é como se a gente pudesse sentir, de novo, a força desse sonho que começou há tantos anos. A gente passa meses, anos, imaginando cada detalhe, construindo cada espaço, preparando cada experiência, mas é só quando o público entra que o Rock in Rio realmente acontece. Ver essa multidão chegando, encontrando os amigos, cantando, se emocionando e vivendo a Cidade do Rock é uma emoção que não muda. Pelo contrário, a cada edição ela parece ainda maior. Hoje, quando vejo esse novo Palco Mundo, essa nova Cidade do Rock e tudo o que preparamos para 2026 ganhando vida diante dos fãs, tenho a certeza de que o Rock in Rio continua fazendo aquilo que sempre fez: transformar sonhos em experiências e reunir pessoas para celebrar a música, a cultura e a vida. É um privilégio enorme poder abrir mais uma vez esses portões e dar boas-vindas a todos”, celebra Roberto Medina, presidente e criador da Rock World.

Novo Palco Mundo impressiona e Foo Fighters encerra noite em grande estilo

O primeiro impacto de quem entrou na Cidade do Rock foi o novo Palco Mundo. Pela primeira vez, toda a estrutura frontal do palco foi revestida por 2.400 m² de painéis de LED de altíssima definição, formando um único e gigantesco painel visual que transformou cada apresentação em uma experiência ainda mais imersiva.

Mônica Souza, 51 anos, administradora e moradora de Niterói (RJ), já participou de outras edições do Rock in Rio e destaca a experiência proporcionada pelo novo palco Mundo: “É uma sensação incrível, parece que você está dentro do palco, muito perto do artista. O LED envolve a gente e faz parecer que estamos junto com ele, vivendo o show de dentro. Já tinha vindo em outras edições do Rock in Rio e o novo palco realmente traz uma experiência completamente diferente para o público.”

Após o espetáculo de tirar o fôlego do The Flight, quem abriu os trabalhos novo Palco Mundo foi a Nova Twins, levando sua mistura de punk, rock alternativo e muita atitude para a Cidade do Rock. A dupla comandou a plateia e apresentou canções como “Cleopatra” e “N.O.V.A”. Na sequência, The Hives trouxe a irreverência e energia que marcam a trajetória da banda sueca, com direito a muita interação com o público e um português afiado do vocalista. O repertório que passeou por músicas como “Main Offender”, “Hate to Say I Told You So” e “Tick Tick Boom”. Rise Against manteve a intensidade da noite com um show marcado por faixas como “Savior”, “Prayer of the Refugee” e “Ready to Fall”, em uma apresentação carregada da energia e repleta de rodas punks que constantemente eram abertas em meio ao público.

Encerrando a noite, Foo Fighters protagonizou um dos grandes momentos do primeiro dia. De volta ao Rock in Rio após sete anos, a banda liderada por Dave Grohl apresentou uma seleção de clássicos que atravessam gerações, como “All My Life”, “The Pretender”, “Times Like These”, “My Hero”, “Learn to Fly”, “Monkey Wrench” e “Best of You”. A apresentação acompanhou a grandiosidade da nova cenografia do Palco Mundo e terminou em um dos momentos mais aguardados pelos fãs: “Everlong”.

Palco Sunset celebra o rock brasileiro em encontros de gerações

No Palco Sunset, o primeiro dia foi dedicado ao encontro entre diferentes gerações do rock. Di Ferrero abriu a programação com sucessos de sua trajetória no NX Zero, como “Cedo ou tarde”, “Daqui pra frente” e “Razões e Emoções”. De seu disco mais recente, “S7te”, o artista trouxe canções como “Deixa Sonhar”. A apresentação contou com a participação especial de Danilo Cutrim, vocalista das bandas Forfun e Braza, além de covers de “Come as You Are”, do Nirvana, e de “Aonde Quer Que Eu Vá”, dos Paralamas do Sucesso.

Na sequência, Detonautas convidou Biquini para um encontro que reuniu as duas bandas que marcaram a história do pop rock brasileiro. O show colocou diferentes gerações para cantar juntas com um repertório para fã nenhum colocar defeito. Os veteranos colocaram o público para pular ao som de “Zé Ninguém” e “Vento Ventania”. Já os Detonautas passearam por hits “Só por hoje” e “Quando o sol de for”, além de faixas do álbum mais recente, “Rádio Love Nacional”.

Hot Milk levou ao palco a nova geração do rock britânico, combinando pop punk, rock alternativo e uma performance marcada pela energia dos dois vocalistas. A noite terminou com Capital Inicial, que recebeu Dado Villa-Lobos para um encontro especialmente preparado para o festival. Juntos, os artistas revisitaram clássicos do rock brasileiro, como “Veraneio Vascaína”, “Natasha” e “Primeiros Erros”, e celebraram o legado de Renato Russo transformando o Sunset em um grande coro de fãs ao som de canções como “Tempo perdido”.

ECCO transforma a Cidade do Rock em uma experiência imersiva inesqucível

Uma das grandes estreias de 2026 aconteceu fora dos palcos. Em parceria com a LightWire, o Rock in Rio apresentou pela primeira vez o ECCO, espetáculo que ocupa uma arena própria na Cidade do Rock. Em uma jornada imersiva de 360 graus, luz, som, tecnologia, corpo, aromas e natureza se encontram para contar uma história inspirada na floresta como origem do som. A narrativa percorre vibrações primordiais do planeta – vento, água, raízes e fogo – e a forma como o ser humano transforma esses elementos em música, arte e emoção.

Em sua segunda edição de Rock in Rio, a guia turística Ana Carolina Silva, 28 anos, moradora do Rio de Janeiro, começou o festival visitando a experiência, que, segundo ela, acabou se tornando uma das grandes surpresas. “Eu amei o ECCO, um espetáculo bem dinâmico, com um jogo de luzes muito bonito e que fala bastante sobre a natureza. A parte da água e da queda da cachoeira achei incrível. É muito bom ter uma experiência como essa dentro do Rock in Rio, porque conseguimos parar por 20 minutos e ter um momento completamente diferente dos shows, inesquecível”, celebrou.

A experiência, que segue nos próximos dias de festival, reúne bailarinos, coreografias, trilha sonora original com tecnologia surround, projeções mapeadas, holografia, áudio imersivo e figurinos tecnológicos. Entre os destaques estão o PixelWear, com mais de 1.500 pixels de LED controlados individualmente, e o NewDress, que utiliza 1.000 metros de fibra óptica iluminados por LED.

A administradora carioca, Luísa Faria, chegou a sua quinta edição de Rock in Rio ao lado do filho, Pedro de La Torre, de 11 anos, que vive a sua primeira edição em 2026. O dia começou com a experiência ECCO. “Muita gente vem ao Rock in Rio só pelos shows e acaba não sabendo que existem experiências como essa, que valeu muito a pena. O meu filho está vivendo o primeiro Rock in Rio e disse que foi uma grande surpresa. Ele ficou encantado com as luzes e os diferentes formatos do espetáculo. Acho que começar o festival assim tornou a experiência ainda mais especial para ele e a família”.

New Dance Order e sua nova cenografia transforma pista em experiência audiovisual

A maior pista de dança da Cidade do Rock também ganhou uma nova cara em 2026. O New Dance Order estreou sua cenografia inédita com 56,50 metros de largura e 22,5 metros de altura, reforçando a dimensão monumental do espaço. Os 502 m² de painéis de LED integram música, luz e movimento e criam uma atmosfera imersiva para as apresentações.

Na abertura do palco, aconteceu a estreia do movimento “Dancing for a Better World”, que mobiliza toda a comunidade da música eletrônica – artistas, fãs e a indústria – na propagação de ideais que movimentam o mundo para uma direção de paz e um lugar melhor. Assim como o festival já fez em outras edições desde 1985, o palco promoveu um momento simbólico e poderoso: um minuto de reflexão, que foi acompanhado por um balé, show de pirotecnia, um potente conteúdo audiovisual e com uma bandeira gigante com os dizeres “Dancing for a Better World” erguida pelo público na frente do palco.

Felipe Mourão, 23 anos, estudante de Engenharia Civil, de Brasília (DF), participou pela primeira vez do Rock in Rio e destacou a experiência de vivenciar a abertura do New Dance Order: “Foi uma sensação incrível, uma abertura surreal. É minha primeira vez no Rock in Rio e acho que é um assunto muito importante para a gente falar sobre.”, celebrou.

Na programação, Cat Dealers foi o Special Opening da noite, seguidos por ATKÖ e pelo encontro entre GIU e Carola. Encerrando a noite, o veterano Steve Angello comandou a pista com um set que percorreu diferentes fases de sua carreira e levou o público a um grande clímax de luzes e batidas.

Espaço Favela e Supernova revelam novos talentos e misturam música e diversão

No Espaço Favela, a programação deste sábado manteve a energia da Cidade do Rock em alta do início ao fim. Hitmaker levou ao palco uma sequência de sucessos que transformou a área em uma grande pista de dança, com o público cantando em coro e acompanhando cada refrão. Um dos momentos mais emocionantes da apresentação foi a participação de sua filha no palco. Encerrando a noite, Rodrigo do CN fez o Espaço Favela virar um verdadeiro baile, reunindo uma multidão em uma apresentação marcada por muitos hits e uma atmosfera de festa que fechou o dia em grande estilo.

No Supernova, Chady abriu os trabalhos. Rock in Gil, com Larissa Luz, levou ao palco uma homenagem à obra de Gilberto Gil, revisitando clássicos que emocionaram o público. Venere Vai Venus trouxe uma proposta sonora marcada por personalidade e, fechando a programação, Diogo Defante mostrou todo o seu talento na música.

Global Village celebra diversidade cultural e encerra noite com Paulinho Moska

No Global Village, Giovanna Moraes, um dos grandes nomes da nova geração do rock alternativo brasileiro, abriu o primeiro dia do Global Village. Com os hits “Luluzete”, “As minas no Poder” e “Finalmente seja ouvida”, a artista animou a plateia logo no início do festival. “Eu sou fã número 1 da Giovanna. Estava muito animada pro show para escutar o álbum que ela lançou recentemente e escutar as músicas antigas também” disse Laura Alves, maitre carioca de 32 anos, uma das pessoas que acompanharam a apresentação do início ao fim.

A banda Leela entrou no palco do Global Village na sequência, misturando guitarras alternativas com melodias pop marcantes. As músicas “Sou assim”, “Garota Espelho” e “Ver o que faço” animaram a plateia e fizeram todo mundo dançar. Durante o show, Arnaldo Brandão, pai do guitarrista da banda, subiu ao palco e cantou “Blá blá blá… Eu te amo” e o “Tempo não para”, de Cazuza. “Primeira vez de volta ao rio depois de tanto tempo. estávamos 12 anos sem tocar aqui.” contou o baterista da banda, Guilherme Dourado.

Para fechar a primeira noite no palco, Paulinho Moska se apresentou para uma plateia lotada. O show começou com o sucesso “A seta e o alvo” e, desde o início, fez o público pular e cantar. Outros hits como “Admito que perdi”, “Muito pouco”, “Lágrimas de diamantes” e “Namora comigo” completaram o repertório. Paulinho também tocou “Esse tal de rock n roll”, de Rita Lee, e “Fullgás, de Marina Lima – a primeira artista a gravar uma música do Paulinho quando ele ainda estava no início da carreira.

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